Ah, meus amigos do tatame e entusiastas das artes marciais! Vocês já pararam para pensar o quanto cada detalhe em nosso judogi pode fazer a diferença em uma luta ou até mesmo no nosso desempenho diário nos treinos?
Eu, que já vivi muitas histórias nos dojôs por aí, sei bem que escolher o uniforme certo e, mais importante, entender as suas regras, é fundamental. Não é só sobre estética ou conforto, mas sobre segurança, justiça e até mesmo sobre o respeito que temos pela tradição e pela evolução desse esporte que tanto amamos.
Lembro-me de uma vez, em um campeonato, quando vi um amigo ser desqualificado por um detalhe bobo no seu quimono – foi ali que percebi, na prática, o peso de cada regulamento.
Com as competições cada vez mais dinâmicas e o judô sempre buscando aprimorar-se, a Federação Internacional de Judô está constantemente revisando e atualizando as diretrizes para o nosso judogi.
Seja na grossura da gola, no comprimento das mangas ou na folga do tecido, cada regra tem um propósito, e eu sinto que é nosso dever, como praticantes sérios, estar por dentro de tudo para evitar surpresas desagradáveis e garantir que estamos sempre em conformidade, focados apenas no nosso desempenho e na pureza da técnica.
É fascinante observar como essas pequenas mudanças podem impactar a estratégia de uma luta, impedindo, por exemplo, pegadas ilegais ou favorecendo um combate mais justo.
Então, que tal a gente desvendar juntos todos os segredos e nuances dessas regras que, acredite, são muito mais interessantes do que parecem à primeira vista?
Vamos descobrir exatamente o que você precisa saber para estar sempre um passo à frente no tatame!
O Judogi: Mais Que Um Uniforme, Uma Identidade no Tatame

Gente, quando a gente veste o judogi, a sensação é única, não é? Não é só um pedaço de tecido, é como se fosse uma segunda pele, uma armadura que nos conecta à tradição e à seriedade do judô. E, justamente por essa importância, a Federação Internacional de Judô (IJF) leva muito a sério cada detalhe do nosso uniforme. Eles querem garantir que todos os atletas estejam em pé de igualdade, que a segurança seja prioridade e que a essência da luta seja sempre preservada. Eu mesma já vi judogis maravilhosos, mas que, infelizmente, não passavam na inspeção por um detalhe que parecia insignificante. É um choque ver um atleta preparado, com anos de treino, ser impedido de competir por algo que poderia ter sido evitado. Pensem comigo: se o tecido é muito fino ou muito escorregadio, o adversário tem dificuldade de fazer a pegada, e isso tira a justiça do combate. Se a manga é muito curta, também facilita para quem tenta segurar. Tudo isso impacta diretamente o desenrolar da luta, e a IJF está sempre atenta para que nenhum detalhe do judogi dê uma vantagem injusta ou coloque a integridade física dos atletas em risco. É por isso que comprar um judogi com o selo “IJF Approved” é tão vital, especialmente para quem sonha em competir em alto nível. É a certeza de que você está dentro das normas e que pode focar 100% na sua performance.
O Selo da Aprovação: Garantia de Conformidade
Sabe, meus amigos, o selo da IJF no judogi não é só um adesivo bonitinho; ele é um atestado de que seu uniforme passou por testes rigorosos de resistência, tamanho, peso e outros critérios fundamentais. É a sua segurança de que o judogi está apto para as competições oficiais. Desde abril de 2015, por exemplo, é obrigatório usar judogis com a etiqueta vermelha para eventos internacionais em todas as categorias (cadetes, juniores e seniores). Antes disso, etiquetas azuis eram aceitas, mas a IJF está sempre atualizando suas diretrizes. Inclusive, é importante notar que as federações nacionais podem ter regras mais flexíveis, mas nunca o contrário. Ou seja, se o seu judogi é aprovado pela IJF, ele certamente estará em conformidade com as regras locais, o que te dá uma tranquilidade enorme. Marcas como Adidas, Mizuno, Kusakura e Green Hill são algumas das poucas que possuem produtos homologados e aprovados com essa etiqueta, o que já diz muito sobre a qualidade e a conformidade que oferecem. É um investimento que vale a pena para qualquer judoca que leva a sério a sua paixão pelo esporte.
As Cores Permitidas e o Impacto Visual
Vocês devem ter notado que nas competições oficiais da IJF, as cores permitidas para os judogis são bem específicas: branco e azul. E não é qualquer azul, viu? A IJF tem um tom exato de “Azul IJF” para que os dois atletas no tatame sejam claramente distinguíveis. Isso parece um detalhe menor, mas é crucial para a arbitragem e para quem assiste. Já pensou a confusão se todo mundo pudesse usar qualquer cor? A clareza visual ajuda a identificar rapidamente quem é quem, especialmente em movimentos rápidos e dinâmicas de luta. Além disso, ter um judogi limpo, seco e sem manchas é mais do que uma questão de higiene; é uma demonstração de respeito pelo adversário, pelos árbitros e pela tradição do judô. Um judogi bem cuidado reflete a disciplina do atleta, e isso, para mim, sempre foi um ponto extra. Lembro-me de ver judocas com uniformes impecáveis e sentir que eles já entravam no tatame com uma postura de seriedade e respeito que inspirava.
A Anatomia Perfeita do Judogi: Medidas que Fazem a Diferença
Se tem uma coisa que a gente aprende no judô é que cada milímetro importa, e com o judogi não é diferente. As medidas do nosso uniforme são cruciais para garantir uma luta justa e segura. A jaqueta, a calça, as mangas, as golas… tudo tem um tamanho e uma folga específicos que a IJF exige. E olha, não é para complicar a vida, mas sim para evitar que um judogi muito largo ou muito apertado dê vantagem ou desvantagem a qualquer um dos lutadores. Eu já presenciei a frustração de atletas que tiveram que trocar de judogi de última hora porque o deles não passava na “Sokuteiki”, aquele medidor padrão da IJF. É um estresse desnecessário que pode abalar o psicológico antes de uma luta importante. Por isso, conhecer essas medidas é fundamental para quem quer competir sem preocupações.
As Medidas Ideais da Jaqueta e das Mangas
A jaqueta do judogi, o wagui, tem que cobrir as nádegas completamente e deve ter pelo menos 10 cm entre a sua extremidade inferior e o joelho. As mangas, quando os braços estão esticados para frente, precisam ir até os pulsos, com uma folga de 5 a 8 cm entre o punho e a manga. Essa folga é verificada com o Sokuteiki, o medidor oficial da IJF. Se a manga for muito curta, pode facilitar a pegada do adversário; se for muito longa ou larga demais, pode dificultar. É um equilíbrio delicado! A largura da lapela também é rigorosamente controlada, devendo ter um mínimo de 20 cm na altura da faixa e uma espessura de até 1 cm. O cruzamento da lapela, na altura do esterno, deve ser menor que 10 cm. Parece muito detalhe, eu sei, mas é isso que garante que as pegadas sejam efetivas e que a luta flua como deve ser, privilegiando a técnica e a força, não a “esperteza” do uniforme.
A Calça, o Cinto e Seus Requisitos
A calça, ou shitabaki/zubon, também tem suas exigências. Ela deve cobrir pelo menos o tornozelo, permitindo total liberdade de movimento, mas sem sobras excessivas. A distância entre a barra da calça e o maléolo (tornozelo) deve ser menor ou igual a 5 cm. O cinto, o obi, é outro item com regras claras: deve ter entre 4 a 4,5 cm de largura, com uma espessura entre 4 e 5 mm, e precisa ter de 8 a 13 linhas de costura. Ah, e o nó, uma vez amarrado firmemente acima dos ossos do quadril, deve ter as pontas entre 20 e 30 cm de comprimento. O cinto não pode ser de material rígido ou escorregadio. É importante que o judogi (jaqueta e calça) e o cinto sejam da mesma marca aprovada pela IJF, exceto quando o cinto for de uma cor diferente de preto, neste caso, ele é isento de ter a etiqueta oficial da IJF. Essa uniformidade e as medidas exatas garantem que o agarre seja justo para ambos os judocas e que o uniforme não se desfaça durante a luta.
Logos, Patches e Bordados: Personalização com Responsabilidade
A gente adora personalizar nosso judogi, não é? Colocar o nome, o logo da academia, ou o patrocinador… Mas, nas competições da IJF, existe um limite para essa personalização. É como um cartão de visitas do atleta, mas com regras bem definidas para não desviar a atenção do que realmente importa: a luta. Já vi muitos atletas que se empolgam demais com os bordados e acabam tendo que remover ou cobrir algo antes da pesagem. É um momento de tensão que a gente pode evitar com um pouco de atenção às regras. A IJF se preocupa em manter a padronização e evitar a poluição visual, garantindo que o foco esteja sempre na técnica e no espírito do judô.
Onde e Como Personalizar Seu Judogi
A IJF permite um logo do fabricante por peça (jaqueta, calça e cinto), com um tamanho máximo de 30 cm² na jaqueta e na calça, e 9 cm² no cinto. Se você quiser bordar o seu nome, pode ser na parte inferior do wagui, na parte superior da shitabaki ou em uma das pontas do obi, mas as letras não podem ultrapassar 4 cm de altura e 20 cm de largura. Há também o backnumber, que é aquela identificação traseira que vemos nas competições, geralmente com o nome do atleta e o país. O topo do backnumber deve ser fixado horizontalmente e centralizado a três centímetros da parte inferior do colarinho. Durante os eventos da IJF, ele deve incluir a publicidade da competição, que é diferente para judogis brancos e azuis. Lembre-se que qualquer design do fabricante no interior do judogi que possa ser visível durante a luta pode gerar desclassificação se for intencional. É tudo uma questão de equilíbrio: mostrar sua identidade sem violar as regras que garantem a seriedade do esporte.
Prevenção e Penalidades: As Consequências da Não Conformidade
No judô, a disciplina é tudo, e isso se estende ao nosso uniforme. As regras de vestimenta não são apenas formalidades; elas são essenciais para manter a integridade do esporte e a segurança dos atletas. Não cumprir essas regras pode resultar em penalidades que vão desde um simples “shido” até a desclassificação, o temido “hansoku-make”. Eu, particularmente, detesto ver um atleta ser penalizado por algo que poderia ter sido evitado. É uma quebra de ritmo, uma perda de foco que pode custar uma luta inteira. A Federação Internacional de Judô e as federações nacionais, como a Confederação Brasileira de Judô (CBJ), são bem claras quanto a isso. Inclusive, para eventos nacionais no Brasil, o controle do judogi é uma responsabilidade compartilhada entre o técnico e o atleta, e assinar um termo de conformidade é parte do processo. É um lembrete de que a responsabilidade é nossa, de ponta a ponta.
Penalidades Comuns por Irregularidades no Judogi
As penalidades por judogi não conforme podem ser aplicadas de diversas formas. Um “shido”, que é uma advertência leve, pode ser dado se você não reajustar seu judogi ou faixa rapidamente entre um “Mate!” e um “Hajime!”, ou se você tentar “esconder” seu corpo tornando as pegadas difíceis. O acúmulo de três shidos leva ao “hansoku-make”, a desclassificação. Além disso, se o seu judogi estiver em condições insatisfatórias – sujo, rasgado ou com manchas – você pode ser desqualificado antes mesmo da luta começar. Já vi isso acontecer e é um banho de água fria. A IJF é bem rigorosa: o judogi deve estar seco, sem manchas e sem sinais de desgaste, principalmente na gola e na lapela. No espírito do fair play, se um atleta perdeu ou teve seu judogi roubado, e puder apresentar um comprovante (como um relatório da polícia ou da companhia aérea), a IJF pode fornecer um judogi reserva. Mas é uma exceção, não a regra! A melhor prática é sempre garantir que seu judogi esteja impecável e dentro de todas as regras.
A Tabela de Medidas Essenciais para o Seu Judogi

Para facilitar a sua vida e te ajudar a evitar surpresas desagradáveis, preparei uma tabela com as medidas mais importantes que a IJF exige. Anote aí, ou melhor, salve este post para consultar sempre que precisar! Saber essas medidas de cor é quase tão importante quanto saber os golpes de judô. Brincadeiras à parte, ter essa referência sempre à mão é um diferencial para qualquer judoca que quer estar preparado para qualquer competição, desde os campeonatos locais até os Grand Slams internacionais.
| Componente do Judogi | Requisito IJF (Aproximado) | Observações Importantes |
|---|---|---|
| Comprimento da Jaqueta (Wagui) | Cobre as nádegas, no mínimo 10cm abaixo da cintura, atingindo pelo menos a metade da coxa. | Essencial para pegadas justas e segurança. |
| Comprimento da Manga | Até o pulso, com 5-8 cm de folga entre o punho e a manga (verificado com Sokuteiki). | Variação para permitir mobilidade e evitar vantagens. |
| Largura da Manga | Verificado com Sokuteiki, deve permitir o deslizamento completo e suave do medidor. | Não deve ser muito larga para não dificultar a pegada do adversário. |
| Espessura da Lapela | Máximo de 1 cm. | Importante para a força da pegada e segurança. |
| Largura da Lapela (na vertical) | 4 cm. | Padrão para garantir consistência. |
| Cruzamento da Lapela (no cinto) | Mínimo de 20 cm. | Garante que o judogi não se abra facilmente. |
| Comprimento da Calça (Shitabaki) | Até o tornozelo, com no máximo 5 cm entre a barra e o maléolo. | Liberdade de movimento sem excesso de tecido. |
| Largura do Cinto (Obi) | 4 a 4,5 cm. | Padrão de segurança e conformidade. |
| Espessura do Cinto (Obi) | 4 a 5 mm. | Durabilidade e firmeza. |
| Comprimento das Pontas do Cinto (após o nó) | 20 a 30 cm. | Evita que as pontas atrapalhem ou se soltem. |
Evolução das Regras: Como as Mudanças Impactam o Judô
É incrível como o judô está sempre em movimento, não é? E com as regras não é diferente. A IJF está sempre ajustando, refinando, buscando o equilíbrio entre tradição, segurança e o espetáculo da luta. A cada ciclo olímpico, novas diretrizes surgem, e nós, judocas, precisamos estar atentos para não sermos pegos de surpresa. Recentemente, a IJF anunciou mudanças para o ciclo Olímpico de LA28, com algumas delas entrando em vigor já em fevereiro de 2025, no Grand Slam de Paris. Eu, que respiro judô, fico super empolgada com essas novidades, pois sei que cada alteração visa aprimorar o esporte que tanto amamos. Lembro-me de discussões acaloradas sobre a saída do yuko e agora o seu retorno! É um ciclo contínuo de aprendizado e adaptação.
Novidades nas Regras e Seu Significado
Uma das maiores novidades para o próximo ciclo é o retorno do *yuko*, aquela pontuação que tínhamos antes, que ficou de fora desde o Rio 2016. Agora, ele volta, especialmente no *ne-waza* (luta de chão), sendo concedido após 5 segundos de imobilização. Outra mudança significativa é a permissão do uso da cabeça para arremessar e defender, com exceção das categorias cadetes, onde ainda será penalizado com *shido*. Essa é uma mudança que visa dar mais dinamismo, mas que também exige mais cautela e técnica dos atletas. Além disso, todas as pegadas na jaqueta e sob o cinto até o nível da parte superior da parte interna das coxas são permitidas, mas atenção: o *shido* será aplicado se a pegada for usada de forma negativa. E sim, segurar as pernas ou as calças do adversário, ou tocar a parte superior da coxa para baixo, continua proibido e resultará em *shido*. É um jogo de estratégia e adaptação, e quem estiver por dentro dessas nuances sai na frente.
Ajustando a Estratégia: O Que Mudou no Kumi-kata e Penalidades
O *kumi-kata*, a arte de fazer a pegada, também terá um tempo limite de 30 segundos para o ataque, o que incentiva a combatividade. E o “abraço de urso” no *tachi-waza* (luta em pé) agora é permitido, exceto se as mãos ou mãos e braços estiverem entrelaçados formando um círculo, o que será penalizado com *shido*. Essas mudanças, na minha opinião, visam dar mais fluidez e menos interrupções à luta, valorizando a iniciativa dos judocas. A saída involuntária da área de combate, seja em pé ou no solo, incidirá em “Mate!”. É uma forma de manter a ação no centro do tatame. Entender o porquê dessas regras, como elas impactam a segurança e a justiça, é o que nos torna atletas mais completos e respeitosos com o esporte. Não é só sobre vencer, mas sobre jogar limpo e com inteligência.
Como Manter Seu Judogi Sempre Pronto para a Luta
Depois de tudo o que conversamos, acho que ficou claro o quanto o judogi é importante, certo? E assim como a gente cuida do nosso corpo e da nossa mente para o judô, precisamos cuidar do nosso uniforme. Um judogi bem conservado não só dura mais, como também te passa confiança e reflete a sua dedicação ao esporte. Lembro-me da minha avó, que sempre dizia que “a roupa faz o monge”. E no judô, essa sabedoria popular se encaixa perfeitamente. Um judogi em boas condições é um sinal de respeito e prontidão. Manter o judogi em dia é uma rotina simples, mas que faz toda a diferença nos momentos decisivos.
Dicas de Ouro para a Durabilidade do Seu Judogi
Primeiro, sempre escolha um judogi feito de algodão ou uma mistura com pelo menos 70% de algodão. O algodão é mais confortável, durável e absorve o suor melhor. Além disso, verifique sempre se ele é pré-encolhido, para não ter surpresas depois da primeira lavagem. E claro, as costuras e os reforços são essenciais! Joelhos, axilas, ombros, peito… essas áreas sofrem muito desgaste, então um bom reforço é crucial para a vida útil do seu uniforme. Lave seu judogi regularmente e siga as instruções do fabricante à risca. Evite alvejantes fortes que podem danificar as fibras e a cor. Secar à sombra, se possível, também ajuda a preservar o tecido e evita que ele encolha ou desbote. E, por favor, nunca, jamais, vá para um treino ou competição com um judogi sujo ou rasgado. Além de anti-higiênico, é uma falta de respeito com todos no dojô. Um judogi limpo e bem cuidado te dá um “gás” a mais, pode apostar!
Preparação Pré-Competição: O Check-up Final
Antes de qualquer competição, o check-up do judogi é obrigatório. É o momento de garantir que cada detalhe esteja conforme as regras da IJF. Eu costumo separar meu judogi com antecedência, lavá-lo, secá-lo e pendurá-lo, verificando cada costura, cada medida. É como uma pequena cerimônia antes da batalha. Verifique se todas as etiquetas aprovadas pela IJF estão no lugar (vermelhas na jaqueta e calça, vermelhas ou azuis no cinto para competições internacionais). Se o seu judogi não tiver o selo oficial da IJF, pode ser um problema sério em eventos internacionais. Lembre-se que as Federações Nacionais são responsáveis por garantir que os atletas usem judogis aprovados. Um judogi em conformidade com as regras tira uma preocupação da sua cabeça e te permite focar no que realmente importa: a sua performance no tatame. É um detalhe que, no final das contas, pode fazer toda a diferença entre entrar na área de combate ou ficar na arquibancada.
Para Concluir
Meus queridos amigos do tatame, chegamos ao final da nossa conversa sobre o judogi, e espero que vocês, assim como eu, percebam o quão profundo é o significado de cada fibra e cada costura do nosso uniforme. Não é só uma roupa para lutar; é um símbolo de respeito, disciplina e, acima de tudo, uma ferramenta essencial para a prática justa e segura do judô. Ao longo dos anos, vi muitos talentos serem ofuscados por detalhes que poderiam ter sido evitados com um pouco mais de atenção às regras. Sinto que entender essas diretrizes é uma parte tão importante do nosso treino quanto dominar um uchi-mata ou um osoto-gari.
Lembrem-se que, no judô, cada detalhe conta, dentro e fora do tatame. Cuidar do seu judogi, garantir que ele esteja em conformidade com as regras da IJF, e estar sempre atualizado sobre as últimas mudanças não é apenas uma obrigação, mas uma demonstração do seu comprometimento com a excelência. É um investimento na sua jornada como judoca, que te permite focar no que realmente importa: a arte, a técnica e a emoção de cada combate. Eu, particularmente, sempre me sinto mais confiante e pronta para qualquer desafio quando sei que meu judogi está impecável e dentro de todas as normas. Que este conhecimento os inspire a serem atletas ainda mais completos e conscientes!
Informações Úteis Para Você Saber
1. Sempre verifique o selo “IJF Approved”: Para quem sonha em competir em alto nível, em eventos nacionais ou internacionais, o selo vermelho da Federação Internacional de Judô (IJF) no seu judogi é indispensável. Ele é a garantia de que seu uniforme passou por todos os testes rigorosos de qualidade, segurança e conformidade, evitando surpresas desagradáveis na hora da pesagem ou inspeção pré-competição. É um detalhe que te poupa de muita dor de cabeça e te deixa focado apenas na sua performance no tatame.
2. Invista na durabilidade e no conforto: Escolha judogis de algodão ou com alta porcentagem de algodão, preferencialmente pré-encolhidos. Marcas renomadas e aprovadas pela IJF, como Adidas, Mizuno ou Kusakura, são um investimento que se paga com o tempo, oferecendo maior resistência, conforto e a certeza de que as medidas permanecerão dentro do padrão mesmo após muitas lavagens. Acredite em mim, um bom judogi é seu parceiro de treino por muitos anos!
3. Mantenha seu judogi impecável: Um judogi limpo, seco e sem rasgos não é apenas uma questão de higiene, mas um sinal de respeito pelos seus colegas, seu sensei e pela tradição do judô. Além disso, a IJF e as federações nacionais podem desqualificar um atleta por um uniforme em condições insatisfatórias. Lave-o regularmente, evite alvejantes fortes e seque à sombra para preservar as fibras e a cor, garantindo que ele esteja sempre pronto para a próxima luta.
4. Esteja sempre atualizado com as regras: As diretrizes da IJF estão em constante evolução, como vimos com o retorno do yuko e as mudanças no kumi-kata. Acompanhe os comunicados oficiais da sua federação nacional e da IJF, converse com seu sensei e outros atletas experientes. Estar por dentro das novidades é crucial para ajustar sua estratégia, evitar penalidades e garantir que você esteja jogando de acordo com as regras mais recentes do esporte.
5. Entenda a importância das medidas: Cada centímetro do seu judogi tem um propósito. Desde o comprimento da jaqueta e das mangas até a largura da lapela e do cinto, as medidas são projetadas para garantir a justiça e a segurança no combate. Saber essas especificações de cor e verificar seu judogi antes de qualquer evento competitivo te dá uma vantagem estratégica, permitindo que você se concentre totalmente em sua técnica e na sua luta, sem preocupações com a conformidade do uniforme.
Pontos Chave Para Memorizar
Para que você nunca seja pego de surpresa e esteja sempre um passo à frente no tatame, vamos recapitular os pontos mais importantes que conversamos. Primeiro, o judogi não é só um pedaço de tecido; ele é a sua identidade e conformidade é crucial. Tenha em mente que o selo “IJF Approved” não é um luxo, mas uma necessidade para competições sérias. Eu, que já vi atletas com muito potencial perderem oportunidades por conta de um detalhe no uniforme, reafirmo que esse selo é o seu passaporte para o mundo competitivo.
Em segundo lugar, as medidas importam, e muito! A jaqueta, as mangas, as calças e até o cinto possuem especificações rigorosas da IJF para garantir um combate justo e seguro. Lembra daquela história do Sokuteiki? Ele é seu melhor amigo (ou seu pior pesadelo) na inspeção. Não subestime a espessura da gola ou o comprimento das pontas do cinto; cada um desses detalhes pode impactar a sua capacidade de fazer pegadas ou de evitar que o adversário o faça, e isso faz toda a diferença na estratégia de uma luta.
Por fim, as regras estão sempre evoluindo, e a capacidade de se adaptar é uma característica de um verdadeiro judoca. O retorno do yuko, as novas permissões no uso da cabeça e as nuances do kumi-kata são exemplos de como a IJF busca refinar o esporte. Manter-se informado sobre essas mudanças é vital para que sua estratégia esteja alinhada com as diretrizes atuais. E, claro, a prevenção é sempre o melhor caminho: um judogi bem cuidado, dentro das normas, limpo e sem rasgos, não só evita penalidades, mas também reflete o seu respeito pelo judô e por todos que o praticam. Com disciplina e atenção, seu judogi será sempre um aliado vitorioso!
Perguntas Frequentes (FAQ) 📖
P: O que mudou e quais são as medidas essenciais do judogi que eu preciso ter em mente para as competições da IJF hoje?
R: Olá, campeões e campeãs! Essa é uma pergunta que recebo demais e com razão, afinal, as regras mudam e precisamos estar sempre por dentro para não sermos pegos de surpresa.
Pelo que observei e vivi nas últimas temporadas, a IJF realmente apertou o cerco em alguns detalhes, sempre buscando aprimorar a equidade nas lutas. Primeiro, e talvez o mais visível, é o selo da IJF!
Tanto a jaqueta quanto a calça do seu judogi precisam ter aquela etiqueta vermelha ótica, sabe? É a prova de que seu quimono é aprovado e segue todos os padrões.
As faixas podem ter etiquetas azuis ou vermelhas. Já vi muita gente boa ficar de fora porque o judogi não tinha o selo certo ou ele estava em um local indevido – ele fica na parte inferior frontal esquerda da jaqueta, perto da borda reforçada, e na parte superior frontal da calça.
Agora, vamos às medidas que, na minha experiência, são as que mais dão dor de cabeça se não estiverem certas:Mangas e Calças: As mangas devem cobrir seus punhos, com uma tolerância máxima de 1 cm.
As calças, por sua vez, não podem subir mais de 5 cm acima do seu maléolo (o ossinho do tornozelo). Pensa assim: é para o seu oponente não ter pouca ou muita pano para pegar, equilibrando o jogo.
Folga do Tecido: Entre o tecido e o seu braço ou perna, deve haver um espaço de 10 a 15 cm. Eu sempre digo para os meus alunos: se estiver muito justo, você fica engessado; se estiver largo demais, dá muita “pegada” para o adversário.
Tem que ser o meio-termo ideal! Jaqueta e Gola: A jaqueta precisa cobrir completamente suas nádegas, e a distância entre a parte inferior da jaqueta e o joelho deve ser de pelo menos 10 cm.
A gola, meus amigos, é um ponto crucial! Sua largura deve estar entre 4 e 5 cm, e a espessura não pode exceder 1 cm. Além disso, quando você cruza as lapelas na altura do umbigo, a distância entre elas precisa ser igual ou maior que 20 cm, e a distância entre o esterno e o cruzamento das lapelas tem que ser menor que 10 cm.
Isso impede pegadas muito profundas e ilegais. Faixa (Obi): As pontas da faixa, depois de dado o nó, devem ter entre 20 e 30 cm de comprimento.
A faixa deve ter entre 4 e 4,5 cm de largura e 4 a 5 mm de espessura, além de ser flexível, sem ser rígida ou escorregadia. É o seu centro de força que tem que estar bem preso!
É tanta medida, né? Mas acredite, cada detalhe importa para garantir que todos estejam no mesmo nível, focando apenas na técnica e na estratégia.
P: Por que a IJF é tão rigorosa com as regras do judogi? Há um motivo maior por trás de tanta exigência, além da desclassificação?
R: Essa é uma pergunta fantástica e que eu adoro responder, porque mostra que você está pensando além da competição! Não, as regras não são apenas para nos desclassificar ou para burocratizar o esporte.
Longe disso! Na minha humilde opinião e pelo que aprendi em anos de judô, a rigorosidade da IJF com o judogi tem um propósito muito mais profundo e essencial para a integridade do nosso esporte.
Pensa comigo: o judô é sobre técnica, sobre desequilíbrio, sobre a arte de usar a força do oponente a seu favor. Se um judogi for muito largo, ele pode oferecer uma “pegada” fácil demais, permitindo que um atleta mais forte, mas menos técnico, domine a luta sem precisar de refinamento.
Já se for muito justo, pode dificultar as pegadas legítimas, prejudicando a fluidez e a beleza dos movimentos que tanto amamos. As regras de medidas, como a folga entre o tecido e o corpo, as dimensões da gola e das mangas, são desenhadas para garantir o fair play.
Elas evitam que um competidor tenha uma vantagem injusta por conta do seu uniforme, seja para segurar ou para dificultar que o adversário o segure. Além disso, tem a segurança.
Um judogi rasgado, ou com partes soltas, pode causar acidentes durante um ippon mais intenso, ou até mesmo estrangulamentos perigosos. A padronização da gramatura do tecido, por exemplo, garante que o material seja resistente o suficiente para a intensidade de uma luta de alto nível.
E não posso deixar de lado o respeito à tradição e à evolução do judô. Ao estabelecer um padrão, a IJF não só mantém a uniformidade visual, mas também reforça a ideia de que somos todos iguais no tatame, independentemente de marca ou ostentação.
É um esporte que preza pela disciplina e pela busca constante da perfeição. Manter as regras do judogi atualizadas também reflete a busca da própria federação por modernidade e por um judô cada vez mais dinâmico e justo, como vimos em algumas discussões recentes sobre novas regras que visam dar mais fluidez e ação às lutas.
É tudo sobre colocar a habilidade do atleta no centro, e não as características do uniforme.
P: Como posso ter certeza de que meu judogi está 100% dentro das normas antes de um campeonato importante? Existe algum macete ou dica prática?
R: Ah, essa é a pergunta de milhões, né? A gente não quer ter o susto de ser barrado na hora H! Pelo que já passei e vi, posso te dar algumas dicas de ouro para garantir que seu judogi esteja tinindo e pronto para a batalha.
Primeiro, e talvez o mais óbvio, mas muitas vezes negligenciado: compre de um fornecedor aprovado pela IJF. Eu sei que às vezes o preço pode ser um atrativo, mas judogi “pirata” ou de marca desconhecida é um risco enorme.
As marcas homologadas já fabricam o judogi dentro dos padrões da federação, o que já te dá uma segurança enorme. E sempre, sempre confira se ele possui a etiqueta vermelha da IJF na jaqueta e na calça.
É o seu “passaporte” para a competição! Segundo, faça um “auto-check” rigoroso com antecedência. Não deixe para ver no dia da pesagem.
Vista seu judogi, aperte bem a faixa e peça para um amigo, um colega de treino ou até mesmo seu sensei te ajudar com as medidas. Use uma fita métrica e tente simular o controle que fazem com o Sokuteiki (aquele medidor oficial da IJF).
Verifique a folga nos braços e pernas, o comprimento das mangas e da calça, as medidas da gola e o comprimento das pontas da faixa. Às vezes, um judogi novinho pode encolher um pouco depois da primeira lavagem, então lave-o e meça de novo antes do campeonato.
Acredite, eu já vi judocas experientes serem pegos de surpresa por um encolhimento inesperado! Terceiro, tenha um judogi reserva, se possível. Não só para o caso de o seu rasgar em uma luta – a IJF até fornece nesses casos mais emergenciais – mas principalmente para evitar problemas no pré-controle.
Se um judogi não passar por causa de uma medida ou um detalhe, ter um segundo em conformidade pode salvar sua participação. No entanto, é importante lembrar que eles não fornecem judogis de reserva por não conformidade de tamanho ou falta de etiquetas no pré-controle, apenas em casos de danos durante a luta.
Portanto, a responsabilidade é nossa! Por fim, e essa é uma dica de coração: simule o controle. Vá para um treino com seu judogi de competição, coloque-o como se fosse lutar e peça para seu sensei ou um colega de confiança fazer uma “inspeção” como se fosse o árbitro.
Eles podem notar detalhes que você deixou passar. E acima de tudo, sinta-se confortável, mas dentro das regras. Um judogi que se encaixa perfeitamente nas normas te dá a confiança para subir no tatame e focar 100% no seu judô.
É o seu escudo, e ele precisa estar impecável!






